Vida de São Guilherme


Bom dia queridos amigos. Na Aparição do dia 06 de agosto de 2017, veio com Nossa Senhora para dar Mensagem um santo que ainda não tinha comunicado Mensagem ao vidente Marcos Tadeu, seu nome: São Guilherme.

Como ainda não sabemos qual São Guilherme apareceu, disponibilizamos a história dos três que temos conhecimento: São Guilherme de Vercelli ( 1085 - 1142) , São Guilherme de Malavale (1071 - 1157) e São Guilherme de Bourges (1209)

São Guilherme de Vercelli - Abade e Bispo ( 1085 - 1142) - Festa 25 de junho

São Guilherme nasceu em Vercelli, no ano de 1085, de uma rica família da nobreza francesa. Aos quinze anos, já vestia o hábito de monge e era um fervoroso peregrino. Percorreu toda a Europa visitando os santuários mais famosos e sagrados, pretendendo tornar-se um simples monge peregrino na Terra Santa. Foi dissuadido ao visitar, na Itália, João de Matera, hoje santo, que lhe disse, profeticamente, que Deus não desejava apenas isso dele. Contribuiu também, para sua desistência, o fato de ter sido assaltado por ladrões de estrada, que lhe aplicaram uma violenta surra.

O incidente acabou levando-o a procurar a solidão na região próxima de Avellino, na montanha de Montevergine. Era uma terra habitada apenas por animais selvagens, onde, segundo a tradição, um lobo teria matado o burro que lhe servia de transporte. Guilherme, então, teria domesticado toda a matilha, que passou a prestar-lhe todo tipo de auxílio.

Vivia como eremita, dedicando-se à oração e à penitência, mas isso durou pouco tempo. Logo começou a ser procurado por outros eremitas, religiosos e fiéis. Acabou fundando, em 1128, um mosteiro masculino, o qual colocou sob as regras beneditinas e dedicou a Maria, ficando conhecido como o Mosteiro de Montevergine.

Dele Guilherme se tornou o abade, todavia por pouco tempo, pois transmitiu o cargo para um monge sucessor e continuou peregrinando. Entretanto tal procedimento se tornou a rotina de sua vida monástica. Guilherme acabou fundando um outro mosteiro beneditino, dedicado a Maria, em Monte Cognato. Mais uma vez se encontrou na posição de abade e novamente transmitiu o posto ao monge que elegeu para ser seu sucessor.

Desejando imensamente a solidão, foi para a planície de Goleto, não muito distante dali, onde, por um ano inteiro, viveu dentro do buraco de uma árvore gigantesca. E eis que tornou a ser descoberto e mais outra comunidade se formou ao seu redor. Dessa vez teve de fundar um mosteiro “duplo”, ou seja, masculino e feminino. Contudo criou duas unidades distintas, cada uma com sua sede e igreja própria.

E foi assim que muitíssimos mosteiros nasceram em Irpínia e em Puglia, como revelou a sua biografia datada do século XII. Desse modo, ele, que desejava apenas ser um monge peregrino na Terra Santa, fundou a Congregação Beneditina de Montevergine, que floresceu por muitos séculos. Somente em 1879 ela se fundiu à Congregação de Montecassino.

Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Teve os restos mortais transferidos, em 1807, para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que ele fundara, hoje um dos mais belos santuários marianos existentes. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou são Guilherme de Vercelli Padroeiro principal da Irpínia.

São Guilherme de Malaval – Eremita ( 1085 - 1142) - Festa 10 de fevereiro

Guilherme de Malaval viveu no Século XII. É o fundador de uma ordem eremítica beneditina, que deu origem à congregação religiosa dos Guilhermitas. Esta ordem espalhou-se pela França (priorados de Louvergny e de Montrouge) e no Santo Império Germânico (Alemanha). Sua memória é celebrada pela Igreja Católica em 10 de fevereiro.

Desde o fim da Idade Média, a vida de Guilherme de Malaval se confunde com a de Guilherme X de Poitiers.

Segundo a hagiografia oficial, Guilherme de Malaval teria sido um cavaleiro, provavelmente originário da Aquitânia, que tinha uma carreira militar e uma vida aventureira e dissoluta. Por alguma razão desconhecida, ele teria sido excomungado. Após se aconselhar com São Bernardo de Claraval, Guilherme fez três grandes peregrinações: São Tiago de Compostella, Roma e Jerusalém.

Uma outra versão conta que ele teria ido a Roma, pedir perdão ao Papa Eugênio III, que lhe teria recomendado, como penitência, uma peregrinação a Jerusalém. Quando Guilherme retornou à Itália, decidiu viver como eremita, levando uma vida cada vez mais rigorosa, inicialmente no Monte Pisano e, em seguida, retirado no deserto de Malaval em Castiglione della Pescaia, na província de Grosseto, Toscana. Tornou-se então anacoreta, alimentando-se de raízes e orando incansavelmente.

Com o tempo, discípulos cada vez mais numerosos, atraídos por seu exemplo de santidade, começaram a partilhar com Guilherme o seu estilo de vida. A um deles, Alberto, que se tornaria seu biógrafo, o santo eremita teria ditado a Regra Guilhermita, aprovada pelo Papa Inocêncio III, em 1211. Após a morte de Guilherme, em 1157, seus discípulos construíram um priorado no local do seu túmulo. A Ordem dos Guilhermitas foi aprovada pelo Papa Alexandre IV, em 1256.

Conta a história que Guilherme de Malaval operou inúmeros milagres, chegando até mesmo a abater um dragão com seu bastão de peregrino. Seus atributos iconográficos são uma coroa penitencial, um bastão e um dragão. Em algumas imagens, Guilherme também é representado usando um peitoral em malhas de aço sob a batina.

Na igreja de São Tirso de Labruguière há uma capela no fundo da qual doze medalhões, pintados por Morelli no Século XIX, parecem representar a vida de Guilherme de Malaval: à frente de um batalhão de Cruzados; sendo tentado; visitando o Papa; vivendo como eremita na Toscana; massacrando dragões; ou ainda realizando uma cura. Nesta pintura, a paisagem ao fundo representa uma cidadela fortificada, podendo ser Jerusalém ou Saint-Jean-d’Acre.

O mosteiro dos Guilhermitas de Liège, na Bélgica, inspirou a decisão de dar o nome de Guilherme de Malaval a um bairro e à principal estação ferroviária da cidade, a Estação dos Guilherminos (Guillemins). Na França, a Rua dos Guilhermitas de Paris testemunhou, no Século XIII, a fundação, no bairro de Marais, do Mosteiro de Blancs-Manteaux (Mantos Brancos), apelido atribuído aos Guilhermitas parisienses após a dissolução da Ordem dos Servitas de Maria, em 1274.

São Guilherme de Bourges ( +1209) – Festa 10 de janeiro

São Guilherme era descendente dos Condes de Nevers, na França. Seu avô, Pedro, era um conhecido eremita. Tornara-se monge e o principal pregador da Palavra de Deus na Primeira Cruzada. Também Guilherme, buscando a solidão, entrou para a Ordem Cisterciense. Sempre teve uma boa educação religiosa. Na infância já mostrava o desejo de viver uma vida devotada a Jesus Cristo. No mosteiro, foi consagrado sacerdote. Mais tarde, foi feito bispo de Bourges. Ele se destacou pela caridade e ajuda aos pobres e tornou-se um modelo a ser seguido.

Seguindo os passos do avô, Guilherme deixou a vida na sociedade e foi viver retirado, na solidão. Primeiramente, foi viver com os monges de Gradmont, entrando, mais tarde, na Ordem Cisterciense, tornando-se, definitivamente, monge. Como era bem preparado cultural e espiritualmente, foi eleito abade de Pontigny e, depois, de Fontaine-Jean, diocese de Soissons; finalmente, tornou-se abade de Chaalis.

Com a morte do arcebispo de Bourges, no mês de setembro de 1200, houve muita discussão para a escolha de seu sucessor. Depois de muitas divergências, o bispo de Paris, Otto, foi chamado para assumir a diocese. Porém, depois de muita oração, ele fez um sorteio para ver quem ocuparia o cargo. Guilherme foi o vencedor. Ele se tornou bispo de Bourges contra a vontade. Mas, respondendo ao chamado de Deus, ocupava-se ativamente da vida da diocese com muita firmeza, bondade, piedade e humanidade. O bispo Guilherme era considerado um modelo na comunidade. Tal era sua fama, que ele foi escolhido como patrono da Universidade de Paris e também da França.

Como bispo, São Guilherme combateu, através de constantes orações, a heresia dos albigenses ou cátaros, que negava a existência de um Deus único, negava o dogma da Santíssima Trindade e ensinavam que a salvação dos homens vinha pelo conhecimento e não pelo sacrifício de Jesus Cristo e da fé em Deus. O poder de suas palavras era tal que São Guilherme conseguia convencer os hereges mais fanáticos.

Autorizado pelo Papa Inocêncio III, Guilherme se preparava para sair numa Cruzada quando veio a falecer, no dia 10 de janeiro de 1209, dia de sua festa. Muitos milagres foram realizados por sua intercessão, o que levou à sua canonização, em 17 de maio de 1218, no pontificado do Papa Honório III. Guilherme foi colocado numa urna de ouro e sepultado na catedral de Bourges. Suas relíquias também foram levadas para a abadia de Chaalis e para a igreja de São Leodegário, em Auvérnia, região central da França.

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